Namoro faz como ela na adolescência

A mulher que eu amo tá com outro cara e eu tô me sentindo um lixo.

2020.10.04 16:31 111DarkGuy A mulher que eu amo tá com outro cara e eu tô me sentindo um lixo.

Eu entrei pra vida "adulta" faz pouco tempo, e sinceramente minha adolescência não foi das melhores ou das mais bem vividas, então não tenho tanta experiência com relacionamentos.
Alguns anos atrás, eu conheci essa garota, ela é tudo de bom... amável, carinhosa, esperta, bonita, sei lá. É uma pessoa que eu admiro em diversos aspectos diferentes. Ela mora um pouco longe de mim, mas a gente meio que "clicou" imediatamente. A gente se aproximou muito rápido e sei lá, tava tudo dando certo, nós éramos basicamente namorados, só faltava a gente se assumir. Até que por algum raio de motivo que nem eu nem ela lembramos mais, a gente brigou. Ficamos um bom tempo sem nos falar. Reatamos contato esse ano, e eu, trouxa, me apaixonei por ela mais uma vez.
Bom, ela falou que não sente o mesmo, que não busca relacionamentos no momento, que talvez um dia, bla bla bla. Basicamente, eu tava sentindo mesmo que ela tava um tanto bloqueada comigo. Lembrando que tô resumindo muito a história pra não fazer um negócio gigante e muito detalhista. Enfim, eu conversei com alguns amigos meus e eles me ajudaram a perceber que talvez eu estava colocando a carroça na frente dos bois e sendo muito "juvenil" na minha abordagem. E parando pra pensar nisso, realmente, eu tava indo muito pra cima dela com essa de paixão, amor, namoro, mas sei lá, ela não tá bem com o emocional muito bom nos últimos meses pra isso, não é disso que ela precisa de mim, no momento.
Então eu falei "Ok, vou lidar com isso como adulto", chamei ela pra conversar e expliquei que eu acho que fui muito apressado e desengonçado na minha abordagem, que de agora em diante eu vou ser um amigo e um suporte pra ela, porque acho que ela precisa mais disso, no momento. Sugeri que ela fosse em um terapeuta (porque sinceramente, ela tá precisando), basicamente, falei que eu vou deixar esse meu sentimental em standby com ela, por enquanto, porque sinto que não é a hora. Ela me agradeceu, falou que sente que agora nós estamos sendo honestos um com o outro, que sente que o "bloqueio" que ela tinha comigo sumiu.
Aí ela disse que tá gostando de alguém. Inclusive, eles estão praticamente namorando. Eu sei lá, eu tava pronto pra deixar meus sentimentos de lado, mas essa notícia foi um baque muito grande... ela me disse isso, e eu aqui, me segurando pra não ter ciúmes, não ficar triste, pra sei lá, ficar feliz por ela. O cara em questão é conhecido meu também, ele não é babaca, não vai tratar ela mal. Mas manos... Eu não consigo me impedir de querer que esse relacionamento dela dê errado... Eu to me sentindo extremamente culpado, e é horrível esconder isso dela, mesmo sabendo que é o melhor a se fazer, pra não gerar briga e tal. Eu me propus a agir como adulto nessa situação e não ficar com esse tititi adolescente de "Ah, eu gosto dela mas ela gosta de outro", mas caramba, é um negócio que dói demais.
Bem, por enquanto os dois estão só "se conhecendo", não têm nada sério ou coisa do tipo, mas eu to percebendo que isso vai pra frente e tal... E eu não posso, nem devo fazer nada a respeito disso. Basicamente, eu perdi essa. Como praticamente tudo na minha vida amorosa até agora, eu perdi kk e eu to extremamente mal.
Então é... agora eu tô todo fragmentado aqui, metade de mim quer que ela seja feliz, quer estar lá por ela se ela precisar, quer acompanhar a jornada dela na vida mesmo que só como um amigo. A outra metade quer só que aquele relacionamento dela dê errado, que a vida me dê uma chance que seja de fazer ela feliz, eu, sozinho. E eu sei qual é o jeito certo e qual o jeito errado de agir, mas agir do jeito certo é MUITO difícil e sinceramente, dos dois jeitos eu vou me machucar bastante.
Tem muita coisa dessa história que eu não contei por preguiça e por não querer encher demais de texto, eu também não sou livre de problemas emocionais (mas diferente dela, eu estou na terapia e me cuidando e tal), mas o ponto é que eu devo MUITO a essa garota por coisas do passado. Não é só uma random que eu consigo simplesmente superar e seguir em frente, é muito, muito complicado. Eu real me apaixonei pesadamente por ela e "superar" isso vai ser um processo difícil, demorado e doloroso, se não impossível.
Enfim, obrigado pros 5 que lerem isso, é nóis galera.
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2020.09.24 16:34 roody_mirys Tenho HPV.

Peguei HPV no meu único namoro. No início nasceu uma bolinha, como um pelo encravado, na base do meu pau, continuei me depilando com gilete e aumentaram as bolinhas, até eu perceber que aquilo não estava certo.
Nunca tive uma vida sexual bem desenvolvida, fui começar a transar só depois dos 19 e iniciando as relações com prostitutas, fiquei com poucas garotas "civis", acredito que umas 7 que não eram profissionais do sexo. E muitas, muitas prostitutas, mesmo. A maioria das relações foram com proteção, mas confesso que fiquei com umas três prostitutas sem camisinha, nunca contraí nenhuma DST dessas relações, apenas com a minha primeira namorada, com quem me acostumei a foder no pelo. Agora acho complicado de usar camisinha, não sei se consigo voltar a usar, pois sempre demoro pra gozar.
O principal problema da minha vida sexual deve ser resultado de um estupro ainda na infância, a minha família também é muito religiosa, então tinha aquele papo de não ficar com qualquer pessoa e buscar uma relação séria, além dos problemas de grana. Não dá pra namorar sem ter dinheiro, né? E éramos uns fodidos, na parte de grana, na infância e adolescência.
Em uma conversa com essa minha ex, logo que começamos a namorar, conversamos sobre DST e sobre nossas vidas sexuais anteriores, contei tudo pra ela, e ela me falou do HPV, disse que foi curada. Na verdade o HPV pode ser tratado, removendo as lesões, mas provavelmente deve ter continuado na pele dela, sem ser detectado, a garota deve ter desenvolvido resistência aos poucos, não criando novas lesões. Eu me fodi, mais uma vez, lembro que logo no começo eu pensei em tomar a vacina, mas depois esqueci do caso. O HPV também pode surgir entre 2 meses até 20 anos, então pode ser que nem tenha contraído dela, mas isso já não importa.
Faz pouco mais de 9 meses que estou tentando tratar isso, segundo a internet, a maioria dos casos são resolvido em média até 24 meses. Isso é uma merda, eu tenho que queimar o meu pau com um produto químico, para reduzir as verrugas e pros meus anticorpos terem chance de combater o vírus. O medicamento que melhor funcionou, por hora, foi a podofilotoxina. Ainda quero testar o imiquimod. A maioria dos médicos me parece despreparada, só querem queimar esses troços com ácido tricloroacético, mesmo eu explicando que esse produto mais me causou cicatrizes e ainda espalhou mais o vírus do que trouxe bons resultados. Eles nem se quer apresentaram o imiquimod ou a podofilotoxina como opções de tratamento, só achei isso pesquisando na internet. Só espero que esse trambolho não vire um câncer.
Em quanto isso, me reservo na solidão, parei de transar assim que comecei o tratamento, não confio em camisinhas porque elas não cobrem toda a área da lesão, pois é na base do pau, não quero correr o risco de encontrar uma pessoa legal, de quem eu goste e acabar passando isso pra ela. O foda é ter que arrumar desculpas pra não transar, sou mais ou menos bonito e chamo a atenção das mulheres, há bastante assédio por parte delas, também estou bem empregado, então não há mais impedimentos na parte financeira e a minha confiança melhorou muito, superando vários aspectos do trauma do estupro. As coisas se acertaram, mas agora me aparece isso. Devo ter feito muita coisa errada na sexualidade da vida passada, esse troço só pode ser carma.
Moro em uma cidade pequena, menos de 5 mil habitantes, me mudei faz um ano, acho que estou ficando com fama de ser gay, por ter que dispensar as mulheres.
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2020.09.06 20:36 lvdovic Percebi que não entendo a ideia de amor romântico e nem o sentido de se ter um relacionamento.

Hoje eu vi um vídeo no YouTube de um criador de conteúdo e sua agora ex namorada falando como terminaram seu relacionamento da melhor maneira possível, super de boa e sem treta. Vi eles falando sobre alguns aspectos de um relacionamento daora, sobre companheirismo, sobre planos, romance, etc. Assim, eu percebi que eu simplesmente não consigo entender nada disso.
Fiz 21 ainda esse ano. Nunca namorei. Só não sou virgem porque no meu grupo de amigos todo mundo se pega e graças a deus eu não fiquei de fora. Desde a adolescência eu tenho muito problema com minha autoestima baixíssima, timidez enorme, e minha vida pessoal tá bem ruinzinha também (acho que faz uns anos isso).
Acho nunca me apaixonei de verdade. Só cheguei a gostar de umas pessoas, mas nunca nem falei o que eu sentia pra elas. Nunca nem cheguei perto de um relacionamento. Lembro que quando eu tinha uns 15/16 anos tudo o que eu queria era um namoro (sair com a pessoa, passar tempo juntos, além da vida sexual e etc), mas quanto mais o tempo passa, menos eu compreendo essas coisas. Hoje em dia não entra na minha cabeça do porquê das pessoas namorarem, de como elas conseguem passar tanto tempo juntas, de como funcionam esses sentimentos de amor romântico e companheirismo.
Sei muito bem que atualmente a última coisa que eu quero é um relacionamento, já que tenho muitos problemas internos pra resolver e não quero projetar nada em ninguém, mas mesmo sabendo que um dia eu ainda posso consertar esses traços ruins, eu não consigo conceber uma realidade onde eu não vou estar sozinho. Eu sei que boa parte desse pensamento só existe por causa da minha autoestima afundada (eu sei que é objetivamente possível achar alguém que goste de mim, mas as vezes fica difícil de acreditar em mim mesmo e que eu mereço ter alguém do meu lado), mas, como eu disse antes, conforme o tempo passa eu assimilo cada vez menos o significado de se ter um um relacionamento, de conseguir amar de maneira romântica uma pessoa (porque vejam bem, eu, por exemplo, amo meus amigos, mas sei e imagino que amar alguém de maneira romântica é completamente diferente), de ter alguém ao seu lado todos os dias, de fazer planos juntos.
Espero que um dia eu consiga passar por cima desses pensamentos. Mesmo que tudo isso seja extremamente abstrato pra mim hoje, eu imagino que deve ser muito bom esse negócio de amor. Todo mundo diz que é incrível. Es mesmo tendo a parte ruim de sofrer caso não dê certo, eu queria muito viver e entender tudo isso um dia.
(criei uma conta nova só pra desabafar isso sem correr o risco de alguém que eu conheça reconhecer meu outro username e espero do fundo do meu coração que nenhum conhecido reconheça toda essa minha descrição aí ahduabduhshdbdud)
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2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.08.01 15:10 odrebas Não aguento mais

Não aguento mais minha vida. Sempre tive uma família pertubada, um pai abusivo e uma mãe ausente (não a culpo, muito disso por conta da profissão), que sempre ficou do lado dele seja por medo ou comodidade. Meu pai traiu e agrediu minha mãe várias vezes.
Minha infância e adolescência foram verdadeiros infernos com tudo isso. Cresci desenvolvendo vários traumas, não conseguia dormir em muitas noites com medo do meu pai agredir minha mãe novamente, coisa que aconteceu praticamente na minha frente e eu não consegui fazer absolutamente nada.
Isso só mudou quando passei em uma faculdade federal e fui estudar longe, me desligando parcialmente desse mundo. As coisas pareciam melhores, meu pai era mais calmo e solicito, minha mãe parecia feliz e satisfeita com o relacionamento e com a vida que levava, mesmo que estivesse trabalhando ainda mais. Eu voltava para casa esporadicamente e tudo era mais calmo, pra mim foi um choque de realidade positivo, nesse momento eu me sentia bem em ver ambos felizes.
Ainda na faculdade, depois de quatro anos, consultei psicólogos, psiquiatras para descobrir o que já sabia: ansiedade e depressão. A primeira psiquiatra ficou um tanto quanto preocupada com meus relatos e me receitou dois medicamentos, nisso eu estava em um relacionamento com uma garota que era maravilhosa para mim, fiquei um tanto quanto receoso de me tratar e ter recaídas e isso afetar minha relação, e foi exatamente o que aconteceu, várias vezes. Minha instabilidade não me garantia ter uma relação saudável com as pessoas, por mais que eu lutasse muito. Eu tinha dias e dias, faltava muitas aulas, comecei a detestar a faculdade e por fim minha relação se dissipou. Foi mais fácil para ela terminar comigo naquela situação e me deixar sozinho com meus próprios problemas. Foi um impacto muito grande na minha vida, meu namoro era a fuga da minha realidade com minha família e uma nova chance de recomeço, onde dei tudo de mim. Não vou me prolongar pois isso seria outra história, mas isso fez com que eu tomasse uma atitude: voltar para casa.
Voltando para casa transferi para outra federal, na cidade onde meus pais moravam e voltei para o começo da minha vida, mas dessa vez como outra pessoa. A faculdade ia muito bem, fiz muitas amizades, me sentia bem naquela cidade. Conheci novas pessoas, novas paixões. Junto com isso tudo também descobri, novamente, mais traições do meu pai. Obviamente contei para minha mãe, ela reagiu muito mal com ele, mas garanti que fosse a gota d'água para ela, ela deveria tomar a atitude de se afastar, para sempre.
Hoje minha mãe vive uma vida pertubada para resolver os problemas da separação. Ameaça a vida do meu pai constantemente, faz chantagem emocional comigo quase todos os dias, ameaça se matar em todas as discussões comigo ou com meu irmão. Não durmo direito, meu desempenho no trabalho está pífio, minhas amizades cada vez mais distantes. Não bastasse o caos sanitário que vivemos, constantemente cogito suicídio, coisa que já havia cogitado em períodos anteriores. É muita pressão e maldade de todos os lados por uma situação que sou constantemente culpado. Eu só queria um pouco de paz.
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2020.07.29 20:42 AlvagorH Meus pais acham que eu sou gay

(Postei primeiro no desabafos, mas resolvi postar aqui também)
O relato pode ser um pouco longo, mas talvez seja engraçado (ou não).
Pois bem... senta que lá vem história.
Eu sou homem (ah vá), e desde sempre fui muito "sossegado". Não costumo ir pra festas, não bebo, não fumo. Sou bem caseiro e não sou de falar muito. Fui beijar uma menina pela primeira vez (e única desde então), aos 16, quase 17 (vou completar 21 muito em breve). Meus pais ficaram sabendo logo de cara, pois eu virei notícia na escola. O nerdão quieto e ranzinza da sala "pegando" a novinha da outra sala (ela era de um ano anterior ao que eu estava). Uma prima fofoqueira estudava na mesma sala que eu, então a notícia chegou em casa antes de mim.
Até então, eu nunca tinha notado nada de estranho nos meus pais. Eu notava alguns comentários homofóbicos deles as vezes, quando aparecia alguma notícia na televisão. "Ator famoso se declara gay", aí minha mãe "Nossa, que dó. Um homem tão bonito desses ser gay". Ou, no caso do meu pai "Eu tinha um professor que era bicha, mas era muito competente ensinando". Nessa época eu não ligava muito, pois até meados dos meus 14 anos (quando entrei no ensino médio em outra escola e em outra cidade), eu só conhecia duas pessoas que eram homossexuais e assumiam, e eu não gostava deles.
Eram dois caras muito barraqueiros e barulhentos, que zoam todo mundo. Basicamente, é o tipo de comportamento que eu sempre preferi evitar. Eu sou bastante tímido, então ter amigos próximos que chamem a atenção sempre foi bastante negativo pra mim. Logo, durante um bom tempo eu fiz a associação idiota "gays = chatos e barulhentos" e passei a evitar eles. Isso mudou bastante quando eu mudei de escola, onde as pessoas tinham valores bastante diferentes do qual eu estava acostumado. Foi um processo longo, mas o preconceito que eu tinha foi diminuindo aos poucos. Mais ou menos nessa época do ensino médio, eu comecei a me incomodar com os comentários dos meus pais, mas sempre ficava na minha para não causar confusão.
Voltando ao dia que eu perdi o BV. Bom, eu era um adolescente com muita testosterona sobrando e beijei uma menina e pude apalpar uma bunda diferente da minha sem tomar um tapão na cara. Até então, tava tudo indo muito bem. Eu era bastante amigo dessa pessoa antes de ficarmos, então eu já gostava bastante dela e me iludi muito com o rumo das coisas. Pensei que daria certo, que começaríamos a namorar e tal. Até sobre o nome de cachorros a gente falava hahahah.
Mas, a guria tinha outros planos, tava apenas curtindo o momento e logo passou pra outra. Durou um mês e meio ou dois. Então, após um ""chifre"" colossal, já que ela ficou com o ex e passou o rodo na escola ao mesmo tempo em que ficava comigo, a gente parou de se falar. De um jeito imaturo, talvez, pois eu juntei todas as minhas frustrações e joguei na cabeça dela, sendo que ela já havia deixado claro que a gente não tinha nada sério e eu continuava insistindo.
É claro que, graças a minha querida prima fofoqueira, meus pais souberam que eu e a fulaninha não estávamos mais nos falando, e mesmo assim perguntavam sobre ela em toda oportunidade que tinham. Nisso, eu ouvi alguns comentários estranhos da minha mãe, ela dizia que na escola onde eu estava tinham muitas pessoas que namoravam gente do mesmo sexo e eu tinha que tomar cuidado. Eu estranhei, mas como sou lerdo, não entendi na hora, e resolvi conversar sobre isso com um amigo.
Quando eu percebi que as coisas não estavam indo bem (ainda durante aquele mês e meio), eu usava bastante as redes sociais e conheci um cara que aguentou meus desabafos por bastante tempo, sempre me dando conselhos (e umas broncas haha). Eu comentei sobre a fala da minha mãe com ele e ele respondeu "Menino, a sua mãe acha que você é gay". Eu comecei a rir horrores naquela hora, mas também fiquei bastante inconformado. Eu me perguntava "Por que?". Não que isso me afetasse, eu sempre achei graça e vez ou outra eu conto esse fato pra algum amigo. Sempre ficou a incógnita sobre o porque que os meus pais pensavam isso, e ela ainda existe porque recentemente um cara demorou para acreditar que eu não sou gay, e eu e uma amiga rimos muito dessa situação.
Esse amigo que aguentava meus desabafos é gay. É o primeiro amigo homossexual que eu tive e a primeira pessoa sobre quem eu conversei abertamente sobre sexualidade. Ele é bastante interessado por ciência e psicologia, assim como eu, e me ensinou não só o lado social (a experiência dele sendo gay, descobrindo que gostava de homens e toda a confusão que isso gerou na sua infância/adolescência), como o lado científico da coisa, Escala de Kinsey, Freud e afins. Nessas conversas, eu tive a certeza de que sou hétero, mas acabo não me comportando como é esperado de um.
Tenho muitos primos na casa dos 20, quase todos namorando e alguns morando junto e quase casando com alguém. Vão pra festas, bebem, fumam, dão dor de cabeça pra família. As vezes um namoro termina e sempre aparece um agregado novo depois de um tempo, em média eu tenho um "primo" ou "prima" nova por um ano e meio, no máximo dois. Aí, passa alguns meses e o ciclo se repete.
E eu aqui, o primo solteiro que estuda e não traz menina nenhuma pra casa (salvo em raras ocasiões quando a minha melhor amiga aparece aqui) nem nas reuniões de família. O primo estranho que compartilha muitos posts pró-feminismo e contra homofobia. Cansei de ouvir perguntas sobre namoradas vindo de tios e até da minha avó materna.
Acho que algumas pessoas até pensam que eu escondo alguma coisa dos meus pais. Uma vez eu fui em um churrasco na casa de um amigo e a mãe dele me pediu ajuda para fazer uma mistureba alcoólica qualquer, eu disse que não sabia como fazer e ela não acreditou. Meu amigo precisou ser "testemunha" de que eu não bebo nada e que estava lá só pelo churrasco mesmo hahahaha
E aqui, temos duas cerejas nesse bolo.
A primeira é que o meu melhor amigo, o qual eu conheço desde a segunda série, há pelo menos 14 anos, começou a trabalhar na mesma empresa que a minha mãe. Ele é uma pessoa que eu costumo passar bastante tempo junto, já que nós fazemos trilhas de bike (ou fazíamos, antes da pandemia começar). Como a minha cidade tem grandes áreas verdes, essas trilhas demoram porque a gente sempre tenta explorar um caminho novo. Enfim, durante o trabalho dele, por algum motivo surgiu o boato de que ele é gay. Eu não sei nada sobre isso, ele próprio nunca me disse nada, e nós conversamos sobre muita coisa. Mas a minha mãe veio correndo me contar quando esse boato surgiu. Ela deve ter "adorado" somar 1+1 nessa ocasião.
A outra é meu pai. Tão preocupado em fazer comentários e cuidar da sexualidade dos outros, adorador do capitão cloroquina, e outro dia eu precisei fazer algo no celular dele e percebi que tinha uma aba aberta naquele site com X, e na barra de pesquisas estava escrito, adivinhem? "Bicha" hahahahahaha
Bom, como eu disse, não me incomoda o fato de acharem que eu sou gay. Não faz diferença nenhuma pra mim, na verdade, eu faço piada com isso e boa. O que me afeta nessa história é que eu tenho agora muitos amigos que são "Do Vale" e eu sinto que nunca vou poder convidar eles para me visitar aqui em casa. Tenho medo que ouçam alguma merda aqui.
Enfim, é isso. A quarentena está me fazendo sentir a necessidade de desabafar sobre alguns assuntos e esse foi um deles. Obrigado por ler até o final.
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2020.07.29 20:24 AlvagorH Meus pais acham que eu sou gay

O relato pode ser um pouco longo, mas talvez seja engraçado (ou não).
Pois bem... senta que lá vem história.
Eu sou homem (ah vá), e desde sempre fui muito "sossegado". Não costumo ir pra festas, não bebo, não fumo. Sou bem caseiro e não sou de falar muito. Fui beijar uma menina pela primeira vez (e única desde então), aos 16, quase 17 (vou completar 21 muito em breve). Meus pais ficaram sabendo logo de cara, pois eu virei notícia na escola. O nerdão quieto e ranzinza da sala "pegando" a novinha da outra sala (ela era de um ano anterior ao que eu estava). Uma prima fofoqueira estudava na mesma sala que eu, então a notícia chegou em casa antes de mim.
Até então, eu nunca tinha notado nada de estranho nos meus pais. Eu notava alguns comentários homofóbicos deles as vezes, quando aparecia alguma notícia na televisão. "Ator famoso se declara gay", aí minha mãe "Nossa, que dó. Um homem tão bonito desses ser gay". Ou, no caso do meu pai "Eu tinha um professor que era bicha, mas era muito competente ensinando". Nessa época eu não ligava muito, pois até meados dos meus 14 anos (quando entrei no ensino médio em outra escola e em outra cidade), eu só conhecia duas pessoas que eram homossexuais e assumiam, e eu não gostava deles.
Eram dois caras muito barraqueiros e barulhentos, que zoam todo mundo. Basicamente, é o tipo de comportamento que eu sempre preferi evitar. Eu sou bastante tímido, então ter amigos próximos que chamem a atenção sempre foi bastante negativo pra mim. Logo, durante um bom tempo eu fiz a associação idiota "gays = chatos e barulhentos" e passei a evitar eles. Isso mudou bastante quando eu mudei de escola, onde as pessoas tinham valores bastante diferentes do qual eu estava acostumado. Foi um processo longo, mas o preconceito que eu tinha foi diminuindo aos poucos. Mais ou menos nessa época do ensino médio, eu comecei a me incomodar com os comentários dos meus pais, mas sempre ficava na minha para não causar confusão.
Voltando ao dia que eu perdi o BV. Bom, eu era um adolescente com muita testosterona sobrando e beijei uma menina e pude apalpar uma bunda diferente da minha sem tomar um tapão na cara. Até então, tava tudo indo muito bem. Eu era bastante amigo dessa pessoa antes de ficarmos, então eu já gostava bastante dela e me iludi muito com o rumo das coisas. Pensei que daria certo, que começaríamos a namorar e tal. Até sobre o nome de cachorros a gente falava hahahah.
Mas, a guria tinha outros planos, tava apenas curtindo o momento e logo passou pra outra. Durou um mês e meio ou dois. Então, após um ""chifre"" colossal, já que ela ficou com o ex e passou o rodo na escola ao mesmo tempo em que ficava comigo, a gente parou de se falar. De um jeito imaturo, talvez, pois eu juntei todas as minhas frustrações e joguei na cabeça dela, sendo que ela já havia deixado claro que a gente não tinha nada sério e eu continuava insistindo.
É claro que, graças a minha querida prima fofoqueira, meus pais souberam que eu e a fulaninha não estávamos mais nos falando, e mesmo assim perguntavam sobre ela em toda oportunidade que tinham. Nisso, eu ouvi alguns comentários estranhos da minha mãe, ela dizia que na escola onde eu estava tinham muitas pessoas que namoravam gente do mesmo sexo e eu tinha que tomar cuidado. Eu estranhei, mas como sou lerdo, não entendi na hora, e resolvi conversar sobre isso com um amigo.

Quando eu percebi que as coisas não estavam indo bem (ainda durante aquele mês e meio), eu usava bastante as redes sociais e conheci um cara que aguentou meus desabafos por bastante tempo, sempre me dando conselhos (e umas broncas haha). Eu comentei sobre a fala da minha mãe com ele e ele respondeu "Menino, a sua mãe acha que você é gay". Eu comecei a rir horrores naquela hora, mas também fiquei bastante inconformado. Eu me perguntava "Por que?". Não que isso me afetasse, eu sempre achei graça e vez ou outra eu conto esse fato pra algum amigo. Sempre ficou a incógnita sobre o porque que os meus pais pensavam isso, e ela ainda existe porque recentemente um cara demorou para acreditar que eu não sou gay, e eu e uma amiga rimos muito dessa situação.
Esse amigo que aguentava meus desabafos é gay. É o primeiro amigo homossexual que eu tive e a primeira pessoa sobre quem eu conversei abertamente sobre sexualidade. Ele é bastante interessado por ciência e psicologia, assim como eu, e me ensinou não só o lado social (a experiência dele sendo gay, descobrindo que gostava de homens e toda a confusão que isso gerou na sua infância/adolescência), como o lado científico da coisa, Escala de Kinsey, Freud e afins. Nessas conversas, eu tive a certeza de que sou hétero, mas acabo não me comportando como é esperado de um.
Tenho muitos primos na casa dos 20, quase todos namorando e alguns morando junto e quase casando com alguém. Vão pra festas, bebem, fumam, dão dor de cabeça pra família. As vezes um namoro termina e sempre aparece um agregado novo depois de um tempo, em média eu tenho um "primo" ou "prima" nova por um ano e meio, no máximo dois. Aí, passa alguns meses e o ciclo se repete.
E eu aqui, o primo solteiro que estuda e não traz menina nenhuma pra casa (salvo em raras ocasiões quando a minha melhor amiga aparece aqui) nem nas reuniões de família. O primo estranho que compartilha muitos posts pró-feminismo e contra homofobia. Cansei de ouvir perguntas sobre namoradas vindo de tios e até da minha avó materna.
Acho que algumas pessoas até pensam que eu escondo alguma coisa dos meus pais. Uma vez eu fui em um churrasco na casa de um amigo e a mãe dele me pediu ajuda para fazer uma mistureba alcoólica qualquer, eu disse que não sabia como fazer e ela não acreditou. Meu amigo precisou ser "testemunha" de que eu não bebo nada e que estava lá só pelo churrasco mesmo hahahaha
E aqui, temos duas cerejas nesse bolo.

A primeira é que o meu melhor amigo, o qual eu conheço desde a segunda série, há pelo menos 14 anos, começou a trabalhar na mesma empresa que a minha mãe. Ele é uma pessoa que eu costumo passar bastante tempo junto, já que nós fazemos trilhas de bike (ou fazíamos, antes da pandemia começar). Como a minha cidade tem grandes áreas verdes, essas trilhas demoram porque a gente sempre tenta explorar um caminho novo. Enfim, durante o trabalho dele, por algum motivo surgiu o boato de que ele é gay. Eu não sei nada sobre isso, ele próprio nunca me disse nada, e nós conversamos sobre muita coisa. Mas a minha mãe veio correndo me contar quando esse boato surgiu. Ela deve ter "adorado" somar 1+1 nessa ocasião.

A outra é meu pai. Tão preocupado em fazer comentários e cuidar da sexualidade dos outros, adorador do capitão cloroquina, e outro dia eu precisei fazer algo no celular dele e percebi que tinha uma aba aberta naquele site com X, e na barra de pesquisas estava escrito, adivinhem? "Bicha" hahahahahaha

Bom, como eu disse, não me incomoda o fato de acharem que eu sou gay. Não faz diferença nenhuma pra mim, na verdade, eu faço piada com isso e boa. O que me afeta nessa história é que eu tenho agora muitos amigos que são "Do Vale" e eu sinto que nunca vou poder convidar eles para me visitar aqui em casa. Tenho medo que ouçam alguma merda aqui.
Enfim, é isso. A quarentena está me fazendo sentir a necessidade de desabafar sobre alguns assuntos e esse foi um deles. Obrigado por ler até o final.
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2020.07.14 05:10 Separate_Active5339 Namoro uma pessoa mas não sei se ainda gosto dela. Deveria terminar?

Bom, contextualizando. Eu e essa pessoa começamos a namorar quando tínhamos 18 anos e no começo foi toda a maravilha de sempre, ela foi minha primeira namorada e a primeira pessoa com quem fiquei, gostava muito dela. Depois de algum tempo, por motivos familiares, ela teve de se mudar de cidade e bom concordamos em continuar um namoro a distância (nos vemos todo final de semana desde então). Passaram se 2 anos até os dias atuais e bom, como é esperado da fase de adolescência, eu mudei muito, mudei meus gostos, minhas atitudes e minhas opiniões e com isso mudaram minhas visões sobre relacionamento também: ela quer ter filhos e casar, eu não, ela quer morar junto futuramente, eu não. Soma-se a isso o fato de que ela é uma pessoa extremamente tímida (ela nunca tinha ficado com ninguém antes também) e bom, não temos muita liberdade pra fazer algumas coisas e com isso eu me sinto extremamente frustrado sexualmente, pois tem coisas que eu gostaria de fazer que ela não faz. Soma-se a isso o fato de que eu não sinto mais aquela empolgação do começo do relacionamento, sei lá, quando vamos nos encontrar eu fico mais com preguiça de ir do que vontade de vê-la e bom eu acho ela um pouco antiquada agora (no sentido tipo, ela é bem cristã, uma pessoa que não gosta de muitas aventuras, que não curte fazer coisas mais malucas, enquanto eu sou ao contrário). Eu me sinto extremamente culpado de pensar nisso, mas como ela foi a primeira pessoa que eu fiquei, eu nunca me relacionei com mais ninguém e isso nunca me incomodou, mas com nossas últimas brigas eu passei a refletir mais sobre isso e bom, eu gostaria de ter novas experiências com outras garotas, alguém mais parecido comigo ou só ter relacionamentos casuais por um tempo. Mas pra confundir mais ainda, eu sinto medo de terminar com ela porque sinto que ela é muito importante na minha vida e bom romper com isso me deixaria sem rumo pra onde seguir já que tínhamos planos de nos casar e tal. Enfim, espero que alguém mais experiente possa me aconselhar. Obrigado
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2020.06.05 06:21 joaopro777 MANDA AQUELA MENSAGEM DIRETA SEM ENROLAR! A VERDADE DÓI

Já postei algo aqui e acabei voltando... as coisas surgem e desaparecem e nem percebemos o que estamos nos tornando. Se você não tirar três minutos para ler esse texto vaza agora porque vai ficar estranho...
Tudo começou quando tinha dezessete pra dezoito, já namorava aquela mina desde o tempo de escola e acabei descobrindo uma traição meio nada haver mas sempre confiei na minha intuição, perdoei, voltamos, terminamos, voltamos, enfim, aquele lopping infinito que adolescentes passam e só entendem quando são adultos, calma você que ler entenderá tudo...
Na época eu tinha dezoito anos, descobrindo que pra eu ser alguém eu tinha que levantar e caminhar com minhas próprias pernas, sempre será ralado pra todos aqueles que não tem empurrão da família, comecei a trabalhar na empresa onde o pai da minha namorada (a mesma da traição) supervisionava. Afinidade com os pais a mil, já que faziam anos de namoro, eu era o genro perfeito, futuro papai e traria felicidade pra todos.. tentei dar o meu melhor na época eu lembro que nunca reclamava nem quando ia de bicicleta pra escola aos quinze anos, nem quando a corrente caia, nem quando tive que juntar pra comprar meu primeiro carro aos vinte e dois anos, enfim. Depois de descobrir essa traição e por ela ser meu primeiro amor algo se transformou em mim, de amor à ficção de relacionamentos, comecei a entender o real sentido do amor e antes que termine o texto já aviso, ele não existe, sinto muito mas é real.
Lembro de ter batalhado pelo primeiro concurso que passei, da primeira facul que fiz e entrei, lembro de ter ela ali ao meu lado sempre me perdoando já que eu não era a mesma pessoa depois que descobri a traição, comecei a fazer tudo ao contrário e cheguei até namorar outra menina na época que era a melhor amiga dela... tudo começa a ficar interessante quando eu decido reatar mesmo nunca tendo perdoado aquele ocorrido, mesmo sabendo do perigo que haveria se acontecesse de novo, sempre fiquei com a pulga atrás da orelha, mulheres são muito previsíveis e a intuição de alguém atentado capta tudo com uma mente brilhante... seguindo esse percurso já me vi pai de uma menina com “the love of my live” mas uma filha não era suficiente para eu sentir o perdão na alma, eu amava cada dia que passava e via minha filha crescer porque até hoje todo amor pra ela, mas na época lembro que aquilo não me deixava focado no relacionamento e o que qualquer idiota estúpido faz quando se está magoado?! Mais merda, comecei a sair e não voltar pra dormir em casa, fiquei com tantas quanto consegui, vivi o submundo das drogas e me adentrei fundo em uma realidade que divergia profundamente em quem eu era na adolescência..
Não obstante a ser diferente acreditava que nunca mais seria feliz novamente, não por causa da traição eu nem lembrava mas tão forte desse fato, o que doía era saber que estava com alguém que foi capaz de fazer aquilo quando dei todo o amor que tinha em meu peito, veio o segundo filho e nesse meio tempo só pensava em trabalhar para manter tudo em ordem, larguei a faculdade, pedi exoneração de um concurso público, vendi um transporte e abri minha primeira empresa, afinal eu era o homem da casa e você não pensa em desistir quando se tem filhos e obrigações, lembro que nesse tempo estava tão focado que todos os problemas ficaram pequenos, consegui trocar de carro duas vezes no mesmo ano, era dois mil e dezoito e realizei o desejo que sempre tive de viajar de avião, gastei o dinheiro que ganhava na empresa, me capacitando cada vez mais, investindo em conhecimento e então veio o primeiro boom quando tudo estava “encaminhado”, percebi que tudo era uma ilusão, minha mulher já não estava mais ali comigo, eu estava sozinho mantendo uma empresa que já quase completando seu primeiro ano não iria bem, fiquei tão atarefado na época que trabalhava dezesseis horas por dia e quando chegava em casa era o pior marido do mundo, não por escolha mas chegar cansado do trabalho que você já não aguentava mais e ouvir reclamações da sua esposa enquanto tenta dar o seu melhor o tempo todo dói na alma.
O silêncio era minha resposta, voltei ao submundo das drogas, dessa vez com coisas mais pesadas, (edit: entenda como quiser mas nunca ultrapassei o limite tanto em minha vida) vivi o período do ano com o pensamento na cabeça que estava vivendo em uma matrix e não importava as escolhas que fizesse sempre seria uma ilusão pensar que as coisas se e encaixariam já que quando dei todo o meu amor, fui traído, mesmo sendo adolescente isso marcou e essa dor ecoou até o ponto de terminamos, o que tudo indica permanentemente, na mesma época, fui diagnosticado com Bipolaridade por um Pseudo psiquiatra com somente dez minutos de conversa, minha família inteira me olhou com aquele olhar de pena, pra completar, acabei sendo julgado por ter pedido exoneração do Concurso público, ter desistido da faculdade e ter quebrado a empresa, sinto que eu trouxe essa realidade pra mim de uma forma que não sei explicar, como se não tivesse escolha (think the outside box) as coisas iam acontecendo muito rápido..
Hoje, dois filhos, ela, já está com outro, eu, pago pensão e tive que me desfazer de tudo, de cada centavo e me restou dívidas financeiras, restou os olhares de julgamento da minha família por não entender nada e apontarem o dedo pra mim como Bipolar e depressivo. Carrego culpa e convicções que me tornaram a ser quem eu sou hoje.
Consigo enxergar com clareza que existe uma linha tênue entre a realidade e a ficção de ser feliz e triste, de ter sucesso na vida ou ser fracassado. Mas aos vinte e cinco anos (faço vinte e seis dia treze desse mês) minha maior convicção é a minha dor, ela é meu navio e minha bússola é meu desejo de ser “o cara” novamente no futuro, com novas metas e novas conquistas pra alcançar... hoje estou com o “freio de mão puxado” mas quando fecho os olhos consigo sentir até o cheiro do meu próximo carro, da minha casa na praia, mas quando abro os olhos a realidade dói porque surge um pensamento e um questionamento: será que sempre tive tudo e meu dom era reclamar do que já tinha ou será que tudo o que deixei pra traz foi necessário para encontrar alguém que no momento certo e na minha melhor fase fará toda a diferença?
Penso, logo existo. (Amo filosofia)
O que vocês acharam? Fariam do mesmo jeito? Alguém já passou por algo parecido? Escrevam o que quiserem mas não aceito ouvir nada além da verdade das suas almas. Perdoem os erros e a falta de clareza, afinal estou deitado na minha cama e pensando várias coisas ao mesmo tempo enquanto escrevo.
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2020.05.30 07:56 hu3sley Não consigo mais sentir algo/me apaixonar por alguém

Tenho 27 anos, gostei muito de uma menina na minha adolescência, depois de um tempo namorei com ela, jurava ser o amor da minha vida, eu realmente a amava. Porém todavia, como é rotineiro da vida, aquilo que parecia claro e certo não deu certo. Foi um término bem traumático, com brigas, xingamentos e agressão. Na época isso me gerou uma espécie de revolta com todos a minha volta, por mais que não tivessem culpa, e eu quis me provar que sozinho me viro e muito bem, o que realmente faço, porém depois que toda a "raiva" do mundo passou esse sentimento de "sozinho to melhor" continuou, A uns 3 anos atrás tive outro namoro, onde entrei sem vontade nenhuma, simplesmente para ver se voltava a sentir algo por alguém, acabou que não funcionou, e ainda parti o coração de outra pessoa. Sai com diversas garotas depois desse término traumático, nunca sequer tive um vislumbre de levar algo mais a frente. Realmente tô confuso se isso faz parte, é normal ou se realmente "quebrei", e sentir algo por alguém não é mais uma skill minha. Eu pensei em terapia, mas sempre acho que não é pra tanto, e posso estar fazendo isso ser maior do que realmente é. Hoje eu não ligo pra estar sozinho, e raramente sinto falta de ter alguém. Mas essa mudança drástica q tive me levanta essas questões. Bem, só um desabafo.
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2020.03.11 00:37 Idalen Queria fazer novos amigos

Texto longo e provavelmente incoerente, eu só quero jogar o que sinto para fora.
Faz um ano que vim para São Carlos, interior de São Paulo, o que foi um presságio de algo muito bom já que finalmente eu iria começar o curso de computação em uma universidade de excelência e etc e tals. Tudo parecia estar no caminho certo. Mas não está sendo fácil como eu achei que seria.

Minha Adolescência

Anteriormente eu morava em Itabuna, na Bahia, onde passei da minha infância até os 17 anos, inclusive os anos da adolescência. Ah, os anos entre os 15 e os 17. Parece um período curto de tempo, afinal, são apenas 3 anos. Porém, foram os anos em que eu mais me senti vivo em toda a minha vida.
Neles, fiz minhas amizades mais afetuosas, as quais mantenho até hoje, apesar da distância e que carrego com muito carinho na minha memória. Tínhamos bastante coisa em comum e eles me consideravam bastante, portanto isso sempre me trouxe um sentimento de pertencimento muito forte e seguro. Eu sempre fui meio fechado e tenho certa dificuldades de fazer amigos, tê-los encontrado é uma das coisas que me deixa grato ao acaso até hoje.
Além disso, foi o período em que comecei a me aproximar do meu pai. Nós sempre tivemos uns desentendimentos (principalmente em relação a ele e minha mãe serem divorciados), mas no final desses anos comecei a vê-lo como amigo, o que mudou muito meu afeto por ele. Também me aproximei mais dos meus irmãos pequenos, na medida em que eles cresceram. Fico triste em passar o tempo de todo dia sem poder compartilhar um minuto com eles.
Outro ponto marcante desse período foi o meu primeiro (e último) namoro e amor. Era uma relação extremamente caótica e complicada, mas eu nunca havia sentido aquilo antes, aquela intensidade, a sensação de que tudo podia acabar e estaria tudo bem. Certamente, esse amor foi a coisa mais pura e danosa que já senti em toda a minha vida. Confuso e conflitante, bagunçou minha cabeça e reverbera até hoje. Mas bem, foi adorável.
Apesar dessas memórias, que são boas de certa forma, eu também sei que minha adolescência foi o período mais caótico e triste da minha vida. Eu vivia entalado de pensamentos niilistas, me sentia sem objetivos o tempo todo, odiava a escola, vivia tendo problema com meu pai e a minha namorada, minha mãe desenvolveu um quadro de depressão complicada e a morte do meu avô.
Foi certamente a fase mais complicada da minha vida, mas mesmo assim, eu a vejo como se fosse o auge. Fiz meus melhores amigos, meu maior amor, conheci minhas bandas preferidas até hoje, defini quem eu sou até hoje, meus gostos, meus comportamentos, minhas opiniões. É como se eu só me sentisse eu depois dessa fase, mesmo ela sendo tenebrosa. Esses 3 anos(2015-17) pareceram muito mais longos do que os últimos 3 (2018-20), é como se eu tivesse vivido mais.
E aí entra o presente.

(Um pouco antes do) Presente

Bem, logo após o ensino médio, a maioria dos meus amigos foram para outra cidade e os que ficaram tomaram rumos diferentes do meu. Eu fiquei fazendo o pré-vestibular, até que ocorre o término com a minha ex depois de muitas turbulências. Então decido morar com a minha mãe e fazer um cursinho em Vitória da Conquista -BA.
O ano do cursinho foi bem insosso, eu passei ele inteiro praticamente estudando para passar no vestibular. Além disso, eu também desenvolvi muitas reflexões que me ajudaram a ajeitar alguns conflitos internos que surgiram anos antes (obrigado existencialismo e Antídoto ). No final do ano, fui passar dois meses em Campinas -SP para fazer as provas de vestibular. Eu realmente sentia que passar numa faculdade de excelência fosse a forma de me redimir com meus pais por não ter dado valor aos estudos durante o ensino médio. Era como se fosse minha obrigação por ter vindo de uma família onde meus pais sempre me apoiaram de todas as formas possíveis.
Já em Campinas, eu passei 2 meses sozinho em uma cidade onde não conhecia ninguém. Acho que foi o tempo em que me senti mais triste. Fiquei meio que 2 meses inteiros sem fazer nenhum contato com ninguém que não fosse a atendente do mercado onde comia. Eu não tinha ânimo para estudar nem fazer nada inclusive coisas que eu sempre gostei como games e filmes.
Eu sempre fui meio deprê e pessimista, esse tempo intensificou bastante essas características. Olha, eu realmente sei que meus problemas não são os dos mais sérios, que tem muita gente que sofre mais do que eu e que eu sou só um garoto de classe média extremamente mimado que nunca teve nenhum problema real na vida. Eu realmente não tenho o direito de estar depressivo. Mas eu estava de qualquer forma, eu não conseguia fugir disso.
Depois das provas, voltei pra Bahia, foi muito bom estar de volta e umas das minhas férias mais felizes. Em meados de janeiro, fui aprovado pela Fuvest. De cabelo raspado e com todos os meus amigos e familiares, posso dizer que foi um ótimo momento (apesar de ter durado um pouco menos de um mês). Após isso, fui para Ribeirão Preto -SP, de onde fui para São Carlos depois, onde estou até agora

(Agora sim o) Presente

A princípio tudo parecia ótimo, iria morar só e fazer o curso que eu queria. Bem, se passaram quase dois anos e eu me sinto um fracasso. Sou um fracasso na faculdade, não consigo estabelecer relações sociais com quase ninguém e também não consigo ser participativo em nenhum projeto ou atividade. Eu sou inseguro demais, sinto meu corpo tosco demais e minha mente estúpida demais.
Sinto como se todos os meus colegas estivessem um passo na minha frente dentro do curso, todos tem experiências prévias e sempre parecem super interessados nos estudos. Eu gosto das matérias no geral, mas não tenho esse anseio por conhecimento nem acho uma derivada algo maravilhoso. Sempre fui mais interessado em músicas, filmes e filosofia (também tecnologia, mas não no nível da galera do curso). Coisas como essa me trazem uma dificuldade enorme de me aproximar dos meus colegas de sala.
Eu também nunca fui de beber e ir em festas no estilo festas de república. Isso me faz me sentir meio descolado. Tentei ir em algumas aqui com uns colegas mais próximos, mas eu não consigo me sentir pertencente a essas atividades. Eu nunca cheguei em uma garota em toda a minha vida (não que eu seja virgem ou frustrado com mulheres por causa disso), mas com todas as garotas com quem eu fiquei havia um envolvimento emocional que me fazia sentir atraído e confortável. Isso não existe nos flertes das festas. Fiquei apenas com uma garota até agora e eu nunca conversei normalmente com ela. Eu me sinto tão estranho e tão reprimido por causa disso. Eu realmente queria poder me curtir esse ambiente sem me sentir estranho.
As amizades que eu fiz até agora eu separo em dois tipo: Os festeiros. São aqueles que adoram ir em festas, se embebedar, dançar e ficar com pessoas. Coisas que eu não gosto de fazer mas tento para me sentir enturmado. E os nerds incel. Beleza mano, eles tem um lado legal e tals, mas eu detesto esses caras que acham que uma mulher é vagabunda por que ela fica com mais de um numa festa. Isso me deixa extremamente revoltoso, mas eles são as únicas pessoas que consegui me conectar aqui. No total, são umas 8 pessoas.
Geralmente passo o tempo só em casa, o único lugar que gosto nessa cidade. Vejo filmes, tento compor umas músicas, estudo. Mas sinto muita falta de ter amigos próximos como foram os do ensino medio, de estar próximo dos meus irmãos e dos meus pais diariamente, de estar seguro em um amor com alguém, de conhecer a cidade onde moro, de não me sentir tão só.
Eu só queria ter amigos aqui, no fundo no fundo. Um texto enorme não teve utilidade alguma, mesmo que eu me sinta mal, eu nem deveria me sentir. Eu só queria ter um certo prazer de estar vivo. Sinto como de estivesse gastando meu tempo aqui de forma descontrolada. Obrigado a quem leu até aqui.
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2019.09.16 22:42 comoas Me sinto cansado e sem incentivo nenhum

Olá, acabei de entrar no desabafos e assim, vou contar o que anda acontecendo.
Tenho 22 anos, na flor da idade, como muitos poderiam falar, mas não é assim que me sinto.
Passei por muita coisa braba na minha pré adolescência, bullying, perseguições, negligência (por parte de muita gente daquela escola), medo. Aquele tempo ja passou, hoje, graças a Deus, não passo por aquilo mais, mas as sequelas de tudo aquilo ficou. Tenho problemas com ansiedade, síndrome do pânico e depressão ja faz anos, mas só comecei a me tratar em 2016, tomo remédio toda manhã, mas andei parando de tomar ultimamente.
Hoje em dia, minha maior tortura é a hipocondria (uma obsessão que peguei uma doença ruim e séria), o tempo todo eu não consigo ficar em paz, um mosquito me pica e eu penso que peguei dengue, por exemplo. Eu sou católico, tento manter minha fé todos os dias, não andei frequentando tanto a igreja, mas pretendo ir mais vezes, não consigo emprego, já procurei tantas vezes, em tantos lugares, nem mesmo o antigo mercado que eu trabalhava me contratou, e nem acho que vão me contratar nesse verão, fiz das tripas e coração por eles, fui meia hora antes do meu horário para fazer pães, sempre substitui os outros quando precisavam, basicamente eu era o pau de toda obra lá, e assim me viram as costas.
Terminei meu namoro esse ano, namoramos por um ano e no fim não deu mais, mas mesmo assim, as vezes penso que eu estaria melhor com ela em um relacionamento não tão bom do que continuar sozinho, foi a primeira vez que namorei alguém e é algo inesquecível, nunca me senti tão bem e devo dizer que foi um dos melhores anos da minha vida. Ela mudou, começou a seguir a religião evangélica e desde então não foi mais a mesma, mas por um lado, ela se sentiu bem melhor lá, ela teve uma época bem difícil da vida, viveu sempre com migalhas, com apenas um pai.
Bah, as vezes penso, sera que vale a pena eu passar por tanta coisa? todos os dias eu não consigo ficar em paz, medos, tristezas, realmente não consigo ficar em paz, eu olho geralmente o Face das pessoas daquela época, parecem estar vivendo um sonho, me arrependo muito de ter estudado lá, as vezes penso o que seria diferente se eu tivesse saído antes.
Obrigado por me ouvir.
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2019.08.02 19:44 tiolazaro Enfrentar os traumas do passado uma segunda vez no presente é uma merda

Há pouco tempo atrás, antes de começar terapia há um ano e buscar novas amizades, eu estava congelado e completamente em frangalhos devido ao término de namoro na adolescência (por erros meus e por "sermos jovens demais, temos muito o que viver, temos muito com quem ficar" e tudo mais).
Indo direto ao ponto, desde o começo da terapia eu consegui me reencontrar, fui pra carnaval, fiz novas grandes amizades, encontrei um emprego melhor e mais perto onde sou feliz ate o presente momento e encontrei uma garota que me apaixonei em uma viagem ao exterior, sim, ela é gringa e até então temos aprendido muito um com o outro, em termos de cultura, língua e como nos comunicarmos melhor para que tudo seja mais claro e literal do que ficar dando rodeios por algo.
Acontece que nos últimos meses, minha empresa anunciou que seria vendida e a transição vai acontecer em setembro/outubro. A empresa que comprou é conhecida de alguns colegas aqui e não existem elogios por parte deles. Na internet, mesma coisa. Tudo que se encontra é que a empresa tem um ar de funcionalismo público (pela política de não demitir ninguém em quase hipótese alguma) e aquele elefante branco, super inchado, sem muita perspectiva de crescer financeiramente ou progressão de carreira. Junta isso com a situação nacional que todos nós sabemos como está, me deu um pânico... Me deu uma quebrada internamente, me mantive quieto e muito mais preocupado do que devia, enfim, fiquei muito estranho sem querer falar muito com as pessoas e sem contato.
Quando assumi que estava mal para meu terapeuta, ele pediu pra falar com a minha namorada em busca de apoio, visto que sempre que ela precisa, eu sou o primeiro a estender a mão pra ela pra ajudar e tento sempre dar meu melhor.
Enfim, resumindo muito, antes de confessar que estava mal e precisava de ajuda e apoio, ela disse que não via nosso namoro rendendo frutos, funcionando ou que a distância nos fizesse bem. Que ela tinha sonhos, vontades e que em pensamento, sente que o namoro a prende em um lugar onde ela não vai crescer e não vai sair do lugar tão cedo por eu ser muito dependente e precisar muito dela (e isso ela mudou de visão nessas últimas semanas, que eu estava mal). Acontece que eu tenho sonhos que não dependem dela, quero morar fora, construir algo que seja só meu e ter sucesso e gostar do que faço profissionalmente. Sonhos que não dependem dela, mas que seriam COM CERTEZA melhores se ela estiver lá. E isso, pra ela, é dependência...
Ainda nessa conversa, ela disse que a distância faz mal desde a falta de carinho físico, aquele olhar, até quando bate tesão ou coisa do tipo, e começou com o mesmo discurso que minha ex fez quando terminou comigo em minha adolescência, que éramos muito jovens ainda, perguntando se eu pensava se ia ser a última pessoa na vida dela e vice versa e se seria uma opção abrir o relacionamento. Enfim, sou eu agora, pela segunda vez, enfrentando o mesmo medo de perder tudo que consegui em momentos de fragilidade e fraqueza e lutando pra não me quebrar. Terminamos a conversa pedindo desculpas por demorar a confessar que eu tava mal e ela pediu pra que eu deixasse uma abertura maior pra me apoiar e cuidar de mim também.
Os dias seguintes, bom, ela pediu um espaço, distância e temos conversado friamente e pouco durante o dia. Ela pediu pra que eu desse a abertura pra que ela pudesse me ajudar, mas parece que não vai ser o que vai acontecer. Tentei convencê-la a nos encontrarmos em um fim de semana largo ou fazer hora extra pra tirar os dias, mas ela recusou a oferta dizendo que não iria para o mesmo lugar 3 vezes seguidas.
Não existe nada que mais te faça perder o sono do que uma situação assim, e isso tem tomado boa parte da minha sanidade mental esses dias. É uma merda encontrar alguém legal, que esteja na mesma página que você sendo jovem e te faz ver o mundo com cor outra vez, e momentos depois, em uma fase mais introspectiva e ruim, por boa parte a perder em nome do que não se viveu e da frieza.
TL;DR - Empresa comprada me levou a um estado depressivo, namorada (à distância) percebeu a alteração de humor, concluiu que não evoluiríamos nos relacionando assim, pediu espaço, perguntou sobre abrir o relacionamento, além de dizer que o namoro E a distância a faz se sentir presa e de mãos atadas frente à realização de seus sonhos (que estão meio que longe de acontecer) e tem evitado todo tipo de atitude de nos falarmos por videochamada/chamada/encontro. Medo de perder tudo tomou conta da cabeça.
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2019.01.07 18:09 cocacolacomcafe Depois de 9 anos, eu me formei

Faz muito tempo que não escrevo aqui, estive ocupado com alguns planejamentos sobre o que eu faria se "tudo desse errado". Sempre tive problemas relacionados ao desempenho escolar e isso me acompanhou durante o meu curso também. Os primeiros 3 anos de faculdade foram relativamente tranquilos, eu passava nos exames finais e a vida seguia. Até que terminei meu namoro de 5 anos.
Desde então ficou eu e somente eu. Com 21 anos me senti desconectado de uma pessoa que esteve comigo durante toda a minha juventude e adolescência, éramos amigos desde os 13 anos de idade. Quando muito novo, eu não conseguia falar o R das palavras durante a fala, e lembro de ter me esforçado muito pra aprender a pronunciar a porra do R unicamente pra poder falar o nome dela certo, porque se não ela não ia ser minha amiga. Eu devia ter uns 7 anos naquela época. Foi essa a pessoa que eu abandonei.
Depois do término eu estive a beira da insanidade durante meu curso, sofri com depressão, pensamentos suicidas, pais depressivos e problemáticos, desmotivação, dívidas, insegurança e uma auto-sabotagem absurdamente exagerada. A maioria destes problemas já me acompanhavam de bem antes, mas eu tinha mais força pra seguir de cabeça erguida enquanto tinha uma pessoa, por quem eu me importava muito, do meu lado. Quando eu saí pro mundo social descobri outro grande problema: eu não sabia viver em sociedade.
Não sabia puxar assunto, não sabia manter contato, odiava (e ainda odeio) conhecer pessoas novas, achava (e ainda acho) insuportável a futilidade de algumas conversas, mas me permiti bastante pra deixar isso fluir. Ter paciência talvez foi a chave, eu já quase fui pro hospital uma vez que dei um soco na parede de raiva quando estava sozinho em casa, mas nunca descontei isso com ninguém, nem em quem era responsável pela raiva que eu sentia. Descobri que a arte de socializar melhor é se permitir e aceitar o fato de que pessoas são pessoas e elas vão sempre querer contar algo sobre a vida dela (como eu to fazendo agora), ou contar vantagem de alguma coisa, etc, etc. Então aprenda a ouvir e aprenda ainda mais a relevar, relevar como aprendi a relevar pessoas que me estressaram e me colocaram na beira de um surto. Essa é a arte. E saiba: quando você estiver afim de socializar, não tem ninguém mais inteligente ou mais burro, mais bonito ou mais feio, mais isso ou aquilo, essas são definições e conclusões pra você manter na sua cabeça na hora de saber quem você deixa ou não entrar na sua vida. Quando for conversar com alguém desconhecido, não fica tentando traçar características. Deixa a conversa fluir, deixa a pessoa ser quem ela é, você vai ficar surpreso com o resultado a longo prazo. Mas é lógico, mantenha o bom senso, tem pessoas que não valem nem 3 minutos da sua atenção e essa é a questão: você não é obrigado a conversar com ninguém, você só é obrigado a manter o respeito.
A vantagem desses problemas pessoais é que aprendi a lidar com a minha própria mente, aprendi muito bem por sinal, hoje tenho um círculo de amizades relativamente admirável e planejamentos futuros dentro e fora da minha área profissional. Terminei o curso e tô empregado? Não. Muito pelo contrário, voltei a depender dos meus pais (que não possuem condições nenhuma), mas não abaixei a cabeça e relevo a vergonha porque sei que esse perrengue que vou fazer eles passarem hoje, vai ser recompensando. Quando? Não sei, mas vai porque vou continuar tentando e é isso que importa.
Agora falo com segurança que você pode estar preocupado sobre o rumo que a sua vida tá tomando e talvez não saiba se você consegue segurar as pontas ou não, porque ninguém sabe mesmo. Garanto pra você que você consegue sim, desde que não abaixe a cabeça. No começo do meu oitavo ano na faculdade, eu andava de cabeça baixa porque tinha uma vergonha imensa de mim. Eu achava que todos deveriam me olhar e falar "olha lá o cara que vai jubilar", ou "hahaha, oh o vagabundo aí, os pais bancando e ele deve tá na faculdade só zoando". Pensei em desistir do curso, mas eu precisava entregar esse diploma pros meus pais e pro meu irmão, mais como uma prova pra falar que o esforço deles em me manterem aqui não foi jogado fora.
E falo a real: só tô vivo hoje porque aprendi a relevar, a ser mais ignorante e um pouco mais egoísta. Entender que a vida tem dessas e saber como se martirizar. Eu me martirizava muito, me chamava de burro, achava que eu era preguiçoso, etc. Hoje eu ainda me acho burro, mas ao invés de focar a energia no meu lamento, eu tento sempre fazer alguma coisa diferente todo dia. Às vezes a gente desiste da gente mesmo sem nem notar, por isso que eu me esforço pra sempre fazer algo por mim todo dia, esse texto foi uma das coisas que eu escrevi por mim.
Escrevi porque eu me formei e parece que a minha ficha não caiu, eu não pareço me agradecer por isso. E eu tenho consciência de que isso é errado, porque era o meu principal plano de vida e ficar neutro depois de passar por tudo que passei e ter um episódio de conquista assim é normal? Não, não é, eu sei disso. Então eu resolvi escrever aqui pra poder rever minha vida até esse ponto e garanto pra vocês que to finalizando esse texto com um alívio muito maior, incluindo um breve sorriso no rosto. Poderia ter o quadruplo de texto aqui, mas isso foi o suficiente pra fazer eu me sentir melhor.
Quando não souber o que fazer, se não tiver ideia de quem você é, sentir que tá perdido, ou que tem um problema sério: escreva. Pode ser de qualquer jeito, mas escreve. No fim de tudo, foi isso que me salvou. Foi isso que fez eu pegar meu diploma depois de 9 anos. Foi isso que me fez rever melhor alguns momentos da minha vida que não aproveitei quanto tanto deveria, e foi isso também que me fez ver que algumas vezes me martirizei por demais.
Outra dica que deixo: tudo realmente passa. a tempestade demora, mas sempre acaba. Às vezes não vale a pena a gente nadar contra a correnteza muito tempo, se deixe descansar um pouco. E sua cabeça existe pra ser mantida erguida, não baixa, só baixa a guarda. E bola pra frente.



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2018.11.12 17:14 aureliano_babilonia_ Masculinidade tóxica é uma fábrica de homens infelizes e inseguros

Um casal de amigos meus está se separando após quase 10 anos juntos, contando namoro e casamento. Somos de um círculo de amigos bem fechados e bem próximos, todo mundo se conhece desde a adolescência. Então acaba ficando mais fácil a gente saber exatamente o que está se passando com cada um.
Combinei com uma amiga minha dela se aproximar e ficar mais atenta à mulher do relacionamento enquanto eu fazia minha parte com o homem. O básico mesmo. Escutar, chamar para sair, sondar para ver se tinha alguma esperança de retorno, estar presente para os momentos mais tensos.
Diante disso tudo, me deixa realmente triste como a masculinidade tóxica é imbecil e fode o homem sem que ele perceba. Nem vou entrar aqui no mérito do impacto deste mesmo comportamento na vida das mulheres, mais para o lado de como a insegurança quebra a pessoa justamente nos momentos em que ele mais preciso.
O lado dela: minha amiga é muito próxima da mulher separada nesse caso, então é o tipo de pessoa para quem ela faz as principais confissões. Na boa, ela está fazendo tudo que - pelo menos eu considero - é certo.
Não está saindo com ninguém. Está aproveitando esse momento inicial do divórcio para focar no trabalho e numa pós na qual se inscreveu para distrair a cabeça. Tá vestindo um luto emocional mesmo aos finais de semana, no máximo sai para correr ou visitar os pais, aproveitando para botar os livros e séries em dia. Está triste para caralho, mas está sóbria e dando um passo de casa vez. E cabe falar aqui: é muito bonita, podia estar aloprando agora se quisesse. Mas disse que quer ficar na dela um bom tempo antes de qualquer coisa, até para ter certeza da decisão sobre o divórcio.
O lado dele: é um cara meio em cima do muro politicamente, não é de esquerda e nem de direita. Mas foi criado numa casa bem conservadora, então é o tipo de cara que tem vergonha de andar de rosa ou de acharem que ele é gay porque ele não pegou determinada mulher.
Quase tudo que você pode entender como masculinidade tóxica ou machismo, ele tem. É um daqueles man-child que não sabe cozinhar, arrumar a casa ou manejar finanças. Ganha bem, mas não guarda dinheiro. Só conseguiu dar uma estruturada financeira na vida e fez alguns investimentos porque a esposa pentelhou.
Assim que terminou o casamento, começou a sair com garotas de programa de luxo. Trabalha em um segmento em que quase todo mundo do trabalho é full "tradicional família brasileira - versão fake". Ou seja, 'conservadores' que conhecem o mapa dos puteiros do Centro do Rio como a palma da mão (não estou dizendo que todo conservador é assim, até porque muita gente à esquerda tem o mesmo comportamento).
As recomendações dos caras são estapafúrdias. Tem até um adepto dessas técnicas de pick-up artist (PUA) que está aconselhando ele também. "Tenho que mostrar para ela quem é que manda e que estou bem". Saiu com uma menina no Tinder e fez questão de mandar a foto da menina para a ex-mulher, só para vocês entenderem o nível da falta de noção.
A gente corre junto algumas vezes por semana e as primeiras semanas pós-divórcio ele anda full influenciado pela galera do trabalho. "Não vou ficar sem foder, né?". "Na verdade, esse divórcio foi uma benção". "Vou aproveitar tudo o que eu queria agora". "Vou mostrar para ela que sou muito maior do que ela e do que tudo isso".
Agora o cara vive numa montanha-russa emocional absurda. Tentei dar uns conselhos. Pedi para ele esperar a poeira baixar antes de sair com alguém, que sair comendo qualquer uma não ia curar nenhuma ressaca emocional. Que esse papo de "não posso ficar um mês sem comer ninguém" é papo de retardado, a não ser que ele seja o Tiger Woods e realmente tenha probleminha na cabeça.
Quando eu soube por ele dessa história de mandar essa foto da menina com quem saiu uma vez para ela (primeiro a mulher contou para a nossa amiga, algumas semanas depois ele me confessou isso chorando), só expliquei que ele cada vez mais confirmava as reclamações dela. Que ele era inseguro, que ele era impulsivo, que ele era imaturo. Nas brigas, queria sempre tentar sair por cima para manter a moral. E tudo que ele andava fazendo era queimar pontes.
Não é a primeira vez que vejo um divórcio ou fim de um longo relacionamento acabar dessa forma. Geralmente é o homem tentando mostrar que é homem e negando que a tristeza existe. Aliás, além dessa masculinidade tóxica, outra coisa que as pessoas parecem cada vez mais se negar a aceitar é a própria tristeza. Repetir mantras de que você é feliz ou emanar good vibes não aplaca a solidão ou a depressão de ninguém, só reforça essa falsa sensação de que todo mundo ao seu redor está feliz - só você que não.
Entre mulheres, ainda vejo mais suporte. Ainda vejo mulheres que admitem estar tristes ou que se abrem com mais facilidade para amigas. Entre homens, muitas vezes rola aquela questão da 'fraqueza', de não expor, de ter que mostrar que você é forte. E aí a gente cria essa geração imatura que não sabe lidar com tristezas e frustrações em geral.
Enfim, só queria dividir esse desabafo e essa história. Não é a primeira vez que vejo homem agindo assim após relacionamento, e sei que não vai ser a última.
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2018.02.10 09:38 reinhardtwilhelm-rj Minha esposa foi diagnosticada com câncer

A gente recebeu a notícia na segunda-feira.
No começo do mês, ela sentiu um caroço no seio e ficou preocupada. Uma das coisas que mais me acalma é me agarrar à estatísticas. Não fiquei falando aquela frase inútil de "tá tudo bem, fica tranquila", mas ressaltei que estatisticamente a chance daquilo ali ser um carcinoma era pequena. Ela foi ao médico, que recomendou uma série de exames. Eventualmente, chegamos à biópsia, que foi realizada na semana passada.
A mastologista dela ligou na segunda dizendo que precisava falar com ela o quanto antes e que havia conseguido um encaixe na agenda à tarde. Minha esposa me avisou por Whatsapp, eu liguei o foda-se e meti o pé do trabalho na mesma hora. Eu fui do Centro à Tijuca com a cabeça a mil. A conclusão mais óbvia é que uma urgência dessas tinha que ser um diagnóstico de câncer, mas eu tentava me dizer que não, que talvez a médica só queira tranquilizar minha esposa.
Quando entramos no consultório, veio o diagnóstico de câncer de mama. Me segurei para não chorar na hora e minha esposa ficou em prantos, despedaçada. A médica pediu uma bateria de exames que estão sendo feitos nesta e na próxima semana, mas ressaltou que provavelmente teremos que fazer a mastectomia em março + quimioterapia ao longo do ano. Os exames dos próximos dias vão confirmar ou não se será esse caminho ou se a doença se espalhou para outras partes do corpo.
Eu sinto que nossa vida ficou de pernas para o ar, sinto que a vida traiu a gente de alguma forma.
Eu passo boa parte dos momentos em que estou sozinho pesquisando sobre taxas de sobrevida de pacientes com câncer de mama, sobre o fato dela ter menos de 40 anos aumentar bastante as chances do câncer ser mais agressivo e/ou ter se espalhado por outras regiões do corpo, fico jogando no Google cada detalhe do exame dela para ver se acho mais informações. E tudo o que eu leio só me deixa mais nervoso.
Eu sei que faz parte da vida aceitar nossa mortalidade, mas a sensação de ver a pessoa mais próxima de você passar por isso e as incertezas nesse período de exames - que vão confirmar ou não se o câncer se espalhou por outras partes do corpo - são devastadoras. Parece que a gente ganhou o pior prêmio possível na loteria genética.
Junto disso, vem uma porrada de coisa. O medo dela de fazer a mastectomia e ter o corpo mutilado, as altas chances de fazer quimio nos próximos meses e os efeitos disso no corpo, a infertilidade decorrente do tratamento, a grana altíssima que é para congelar alguns óvulos dela, as perspectivas profissionais, as incertezas, o medo da morte.
O que até semana passada era uma vida perfeitamente normal e com dificuldades bem pontuais virou um monstro no qual eu não consigo parar de pensar. Eu sei que tudo isso está sendo dez vezes mais barra para a minha esposa do que para mim, mas eu estou bem apavorado e sem saber o que fazer. Eu me sinto sem chão.
De vez em quando eu passo horas ou quase um dia inteiro tranquilo. O câncer vira meio que um pesadelo, uma memória ruim de algum filme, uma informação errada. Vira algo distante. Eu trabalho, faço meus exercícios, ando de bike, corro, vejo uma série, jogo videogame. Mas aí a lembrança do que está acontecendo e o que está em jogo vem e destrói a porra toda. Eu fico trêmulo, sem ar, choro, sinto as extremidades do meu corpo congelarem.
Eu já percebi nesses poucos dias que manter a rotina inalterada ajuda muito, mas ao mesmo tempo me sinto egoísta por estar tentando ativamente não pensar em algo que pode matar a mulher que eu amo nos próximos meses ou anos. Sim, tem uma grande chance de ficar tudo bem depois desse ano mas o "e se" negativo me apavora demais.
A gente se conhece desde a adolescência, estudamos juntos e nos reconectamos quando estávamos terminando nossas faculdade. Já temos oito anos juntos, contanto namoro e casamento, mas nos conhecemos há 15 anos. Eu não consigo me ver com outra pessoa que não seja ela, sinto que ninguém nunca me conheceu tão bem quanto ela. Estávamos planejando um filho para os próximos 2~3 anos e agora cai essa bomba nuclear na nossa vida.
Eu nem sei o que pedir aqui, além desse desabafo. Não sei quantos de vocês viveram isso de perto com suas famílias ou como conseguiram lidar com situações semelhantes. Eu estou completamente sem chão e tentado manter uma vida normal enquanto passo o dia fora acompanhando minha esposa em várias consultas e exames.
É tão irreal quando o câncer não só cai perto de você, mas dentro da sua casa e na pessoa que você mais ama, que é difícil lidar com isso e aceitar a própria realidade.
Ps.: preferi jogar isso com uma alt aqui porque algumas pessoas aqui me conhecem pessoalmente pela conta principal e ainda não contamos isso para todos os nossos amigos e familiares.
EDIT: fiz o post e respondi a alguns comentários enquanto minha esposa dormia, mas agora que ela acordou vai ser difícil ficar de olho aqui. Obrigado mesmo pelo apoio, até a quem eu não consegui responder a tempo. Mais tarde, quando estiver só novamente, passo para tentar responder a todo mundo.
Obrigado e valeu pela energia positiva.
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2017.12.15 15:42 jecagado [Leitura Obrigatória] Resolvi fazer um textão.

Hoje em dia me sinto incapaz.
Não é zoera nem nada do tipo, é que ... Eu lembro que aos meus 8/9 anos de idade, eu já sabia fazer muita coisa em que as pessoas diziam que eu não era capaz.
Jurista americano defende que o regime nazista impediu que os cidadãos se armassem, e que essa medida facilitou a perseguição aos judeus
E apoia sua posição em uma pesquisa que comprova: o governo alemão de Adolf Hitler temia ações populares e fez de tudo para desarmar potenciais adversários do regime, ou pessoas que o Terceiro Reich pretendia perseguir. Ele é um dos mais importantes defensores, nos Estados Unidos, da Associação Nacional de Rifles (NRA, na sigla em inglês), e já advogou, dentro do Congresso americano, a favor do argumento de que a posse de armas é um direito de todo cidadão – afirma isso com base na Segunda Emenda da Constituição do país, que diz: “Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”.
Sempre tive um bom conhecimento em informática pra minha idade, aos 13 anos eu já conseguia fazer muita coisa com o PC, que muito marmanjo nem sonhava. Eu parecia aprender com muito mais facilidade na infância, hoje as coisas se tornaram um pouco mais difícil. Essa semana eu fui em uma convenção dessas 'nerds' que acontecem por ai, e vi muitas crianças agindo feito adultas. Vi alguns casais homo afetivos, onde a mulecada não aparentava ter mais do que 14 anos (absolutamente nada contra). O que eu quero dizer é que, a falta de contato com o mundo (isso na época onde eu vivi a minha infância/adolescência), me fez acreditar que eu era incapaz de fazer o que eu queria, mesmo eu sendo completamente capaz, entendem ? (e não eu não estou falando de dar o brioco UAHUAH) Lembro que queria fazer um curso de Técnico em informática aos 12/13 anos de idade, ouvi: "Não, você é muito novo pra essas coisas!" Aos 15 quis entrar pra uma academia; "Não seu corpo ainda não está formado ainda!" Aos 16 obtive meu emprego, fiquei MUITO FELIZ, 6 meses depois: "Não, você não precisa trabalhar agora, vai estudar!" (fui obrigado a largar o emprego por escolha dos meus pais) Hoje eu estava avulso no Youtube, e vi um video de uma garota "rebelde" por nome de Danielle Bregoli, conhecida como Bhad Bhabie, uma "trapper" americana de 14 anos, que viralizou ano passado no Youtube, chamando não só a platéia, como a mãe pra briga no meio de um palco de um programa televisivo (desses tipo a "Super Nanni") Após viralizar, ela ganhou muitos seguidores no Instagram, e aproveitando a "fama" repentina, ela resolveu lançar algumas musicas no youtube, e alguns de seus videos (desse ano) chegaram a marca de 52 milhões de vizualizações. Tudo isso com 14 anos de idade. Isso me fez pensar que, o contato com o mundo através da internet, faz a criança /adolescente crer que ele é mesmo capaz de fazer certas coisas as quais os adultos ao seu redor, estão a todo momento os limitando. Toda aquela proteção criada em torno das pessoas com seus respectivos filhos, são mesmo necessárias ? Por que não apresentar o mundo logo para as crianças, ao invés de criar toda uma blindagem a cerca da criança ? Digo ... Eu tenho 23 anos de idade, e eu juro pra vocês que eu estou tendo contato com as pessoas /mundo nessa época da minha vida, eu to começando a entender o que é a vida. As vezes eu me sinto como um adolescente de 15 anos idade de hoje em dia.
Mas a obra também descreve e analisa a legislação alemã, desde o fim da Primeira Guerra Mundial até o auge do Terceiro Reich, que aprovou uma lei de 1938 formalizando a caça a qualquer cidadão que ainda tivesse armas. Nos idos de dezembro de 1922, eu havia conseguido estocar, fora de Munique, quinze metralhadoras Maxim, mais de duzentas granadas de mão, 175 rifles em perfeito estado e milhares de cartuchos de munição”. “No entanto, quantas histórias individuais poderiam ter sido escritas de outro modo?” Afinal, ele afirma em eu livro, “os próprios nazistas viam os judeus armados como suficientemente perigosos para minar sua estratégia de desarmá-los.” Leia a entrevista com o jurista Stephen Halbrook É possível comparar a política de controle de armas do Terceiro Reich com as regras adotadas nos países democráticos do século 21? Manter registros é uma política similar à realizada na Alemanha nos anos 1920, e os nazistas se aproveitaram dessas listas em 1933, quando chegaram ao poder. Nos séculos 19 e 20, o país manteve uma milícia armada, e todos os seus membros – cidadãos civis livres – precisavam manter armas em casa e estar prontos para se mobilizar com agilidade.
Bom, tudo começou quando conheci uma menina no tinder e de imediato rolou uma reciprocidade no aplicativo. Resolvemos passar a conversa no wpp, se conhecer melhor e até marcar um encontro. Ficamos mais ou menos 1 mês conversando sem parar, até surgir o primeiro desintendimento e logo no dia que ela estava mais sensível. Pedi desculpas pelo que eu fiz, ela me perdoou e fomos voltando ao normal aos poucos, quando me dei conta aquela paixão de antes no tinder virou uma amizade. E ficamos assim mais ou menos uns 3 meses, saímos algumas vezes, mas era só uma amizade. O tempo foi passando e percebia que cada vez mais os nossos pensamentos e ideais se combinavam. Nisso comecei a sentir uma atração forte por ela e um desejo de ficar com ela, de ter ela na minha vida. Fui até ela eu disse o que queria, que queria um relacionamento serio com ela. Porém ela disse que era para a gente ir com calma, sem apressar as coisas e ver no que ia dar. Então eu aceitei a resposta dela e ficamos juntos como ficantes, não era apenas uma amizade, mas também não era um namoro, pois havia sentimentos profundos envolvidos. Depois disso passei a frequentar a casa dela, os pais dela mostravam que gostavam de mim e isso me deixava feliz. Estava tudo lindo e maravilhoso, até eu saber ontem que os pais dela falaram muito no ouvido dela, dizendo que a gente não assumia logo, que eu não queria nada com ela, que por eu não ter faculdade não quero nada com a vida. Logo que ela terminou de falar comigo sobre isso, fiquei chateado e puto ao mesmo tempo.
Se você é pai, cara, aproveita o potencial do teu filho. Para de tentar criar uma blindagem de mundo perfeito pro seu filho, porque o mundo não é perfeito. Essas crianças que apoiam o Bolsonaro por ai, não passam de um bando de frustrado ... É mais do que claro que essa molecada vive sob um estado de blindagem criado pelos próprios pais em seus condomínios fechados (eu tenho certeza disso). Ahh ... não sei nem mais o que escrever ... Perdão pelos erros 'hortográficos', to sem paciência até pra redigir um texto bem elaborado.
Então ela fala para mim que devido a isso ela quer dá um tempo, porque está cansada de ouvir os pais falando no ouvido dela. Eu entendi a situação dela, mas e a minha? Será que ninguém liga para os meus sentimentos? Eu sinceramente não sei o que fazer com essa situação toda. Eu quero ficar com ela, mas parece que está ficando complicado. Adoraria ouvir os seus conselhos em relação a este meu caso. Obrigado a todos que leram!
TL;DR : Eu sinto que as crianças são muito subestimadas, até mais do que deveriam, então resolvi fazer um textão.
*Edit: Ajeitei os parágrafos
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2017.12.09 20:07 brotocarioca Aquela pessoa que você nunca esquece

Senta que lá vem textão. Fiz esse perfil fake apenas pra jogar meu desabafo aqui na massa sem o perigo de dar ruim pra mim (assim espero).
Queria saber se é normal e principalmente ouvir se algo do tipo já aconteceu com algum de vocês. Eu tive uma namorada de muitos anos que entre indas e vindas (muitas) já se vão 12 anos. A gente se conhece desde que nasceu, literalmente. Minha mãe e a mãe dela são amigas de colégio, nossa idade difere em meses e morávamos no mesmo prédio. Quando a gente era menor, não íamos muito com a cara um do outro porque nós somos muito diferentes em tudo, principalmente na personalidade, mas sempre levei isso como coisa de muleque e nunca dei muita confiança.
Quando tínhamos 15 anos começamos a namorar com tudo que tinha direito, mas aquele namoro mais sossegado e que mesmo assim durou um pouco mais de 2 anos e foi aí que caí na armadilha de querer curtir a minha vida de solteiro no fim da minha adolescência e início da vida adulta. Vulgo 18 anos. Terminei com ela por causa disso e me arrependi 5 dias depois, óbvio que quando tentei voltar ela já não me quis mais. Personalidade é uma coisa que eu admiro numa mulher. É bom deixar claro que fiz muita "merda" (nada ilegal) durante todas as vezes que fiquei solteiro, principalmente passar o rodo onde não devia. Fazia isso porque era muleque imaturo e bem inconsequente.
Fingi que deixei isso pra lá e fiquei um ano fazendo tudo o que queria até que um dia a gente se reaproximou e voltou a sair. Meses depois ela terminou comigo por causa de uma fofoca que uma amiga em comum nossa fez. Puta treta, ela ficou mais de um ano sem olhar na minha cara. Tudo bem, eu tava errado, mas porra que merda isso.
Pouco tempo depois decidi que eu ia consertar tudo isso e depois de muita insistência consegui. Ela me fez comer o pão que o diabo amassou pra decidir se poderia me dar um voto de confiança, até que namoramos por mais uns 2 anos. E entre vários motivos diferentes (nenhum relacionado a traição, violência ou qualquer coisa pesada) fomos terminando e voltando durante os anos, mas nunca me pareceu mesmo definitivo. Sempre tive certeza que ela era a mulher da minha vida e a gente ia fazer um filho a qualquer momento.
Até que quase dois anos atrás terminamos "de vez" com um motivo mais sério porque eu não achava que tava na hora de noivar ou coisa do tipo, ela queria e então a gente terminou. Nunca me vi casado, apesar de já não ver atrativo na vida de solteiro (já to com 27 anos). A ideia de dividir o espaço o tempo todo que era mais aterrorizante, continuava gostando dela do mesmo jeito e querendo ficar com ela do mesmo jeito, mas assim não tinha como. Nunca soube explicar isso e até hoje fico pensando porque fiz isso. Já fui ao médico procurando saber se sou bipolar e pior que não.
Então resolvi comprar um ap e me mudar. Saí do bairro, na época troquei de emprego e então teoricamente não tínhamos qualquer vínculo na rotina para me aproximar dela. Não adiantou de nada. Tentamos todas as coisas que sabíamos que não ia dar certo: ser amigos, mas nunca dava certo porque não somos só amigos e nunca vamos ser. Fuck buddy: que nunca deu certo porque tem muita história envolvida e sempre gerava dr e alguém acabava prejudicado. Conviver socialmente se tornou insuportável porque como crescemos juntos, nosso ciclo social é muito próximo. Meus melhores amigos, meus primos e até minha mãe são muito próximos dela então comecei a me afastar de todo mundo (amigos). Imagina como é ir num bar com a tua ex e ver os caras chegando nela, ainda mais que ela é mo gata. Não posso reclamar, mas também não sou obrigado a ver.
Não sigo em redes sociais, não tenho o telefone dela mais. Apesar de saber onde encontrar, evito ao máximo passar em qualquer lugar que ela possa estar porque sei que vou ficar mexido e vou acabar estragando meu relacionamento atual. Nem confio em mim quanto a isso.
To namorando outra garota há um ano e teoricamente tá tudo bem. Sempre tá tudo bem, na teoria ela é perfeita mas não é a outra. Nunca consegui explicar, não sei dizer o porquê mas não tem um dia que eu não pense na outra, mesmo sem ver ela há mais de um ano. Tudo que a mulher faz me atrai, o jeito que ela fala, o cheiro da pele, o cheiro do cabelo, os detalhes dela em geral. Nunca encontrei uma mulher igual. Parece feitiço, a mulher tem um poder absurdo sobre mim sem precisar fazer nada e olha que sempre fui bicho solto. Nunca dá certo e mesmo assim eu sempre quero arriscar de novo. Acho que isso não seja normal, mas não sei o que fazer. Sinto bastante culpa por estar namorado outra mulher e isso ainda passar na minha cabeça. Ir lá e tentar estragar a vida dela também nem tenho coragem.
tl;dr: terminei com a minha ex há dois anos e nunca consegui esquecer. Não sei como ela faz isso. Acho que nunca vai passar.
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2017.09.25 21:45 botafora01 Sinto que a minha vida já está traçada

Desde já peço desculpas pela muralha e pelo throw away
OK, desde o Ensino Médio eu sofria com algo que eu imagino 90% do Reddit sofreu: não conseguia pegar sequer resfriado. Era extremamente zoado pela sala toda por isso (meus amigos até hoje dizem que eu sou o único da turma que nenhuma mulher chegou), cheguei até a apanhar por isso. Só fui perder meu BV no meu ano de calouro na faculdade e a minha virgindade quando fui num bordel. Eu ficava triste com isso, mas também estava esperançoso: afinal, era um adolescente, estava entrando na faculdade, e todos sempre me louvavam por, segundo eles, eu ser muito inteligente. A menina que eu gostava na época, e que até hoje é uma amiga (e que eu passei a maior vergonha da minha vida, ao me declarar pelo fucking MSN), vivia brincando dizendo "O nerd de hoje é o cara rico de amanhã". Boas memórias.
Chegou 2013, e eu entrei na faculdade. Não fui maravilhosamente bem no ENEM, mas consegui uma bolsa integral em Administração em uma bela universidade. Escolhi Adm por pensar que o mercado estava bom e por ser noturna, o que me permitiria trabalhar. Nesse período, perdi meu BV e fiquei com outra menina uma vez, num espaço de 9 meses. Pra mim, isso era o ápice, eu era o deus da conquista, mesmo que meus novos amigos me zoassem de "pega ninguém" do mesmo jeito. Nessa época, eu baixei o Tinder e conheci o meu primeiro namorico, vamos chamar de Ana. Ana morava a 3h30 de viagem, então era praticamente um namoro à distância. Ficamos algumas vezes, 3 meses depois começamos a namorar e, depois disso, ela passou o mês seguinte dando desculpas para eu não ir lá. Chegou fevereiro, veio o carnaval, e ela disse que estava passando mal. Foi para o hospital e detectaram leucemia. Óbvio que eu pirei, queria ir pro hospital dela de todo jeito, mas ela nunca deixava, dizia que os pais me viriam, iria arrumar encrenca, ela iria ver um momento que estivesse sozinha. Se passaram 5 meses nesse tormento, hora ela dizia que estava boa, hora dizia que estava mal, quimio e afins, até que meus amigos de sala fizeram uma intervenção comigo, mostrando que não havia nada em rede social nenhuma dela a respeito de câncer, mostrando que ela estava postando normalmente sobre coisas cotidianas e que era a maior retardadice do mundo eu não ter ido nenhuma vez ver ela. Eu fiquei meio balançado, até porque meus pais concordavam com este ponto de vista, mas fiquei meio irregular com ela. Pouco mais de um mês depois disso, ela disse que tinha tido alta, tinha encontrado um ex, tinha ficado com ele e queria terminar. Não lamentei muito, até porque isso ocorreu em um espaço de uma semana, no máximo. Terminei e, desde então, ouvi dela duas vezes na vida. Passou.
Vale mencionar que, nesse meio tempo, a minha vida em casa havia melhorado demais: durante meu período de Ensino Médio, minha adolescência se resumia a passar finais de semana com minha mãe em bares, vendo ela entrar quase em coma alcoolico com as amigas e outros finais de semana na casa do meu pai, vendo ele ficar bêbado e chorar no meu ombro sobre ele ser um fracassado que não conseguiu sequer manter um casamento. Quando eu terminei, minha mãe já estava mais centrada (como está agora), saindo ocasionalmente e socialmente, e meu pai parou de beber após enfartar e voltou a ser o cara extremamente trabalhador que eu sempre admirei. No fim do meu primeiro ano de faculdade, eu passei a estagiar em um instituto federal. Ao mesmo tempo do término que eu disse acima, eu fui chamado para um concurso temporário, em outro órgão público, bem mais perto de casa.
Poucos meses após eu terminar com a Ana, entrou em cena a pessoa que eu, de fato, considero como a única que eu namorei. Vamos chamar ela aqui de Beatriz. Beatriz me chamou no Facebook, para brincar sobre uma postagem que eu havia feito (já havíamos tido pequeno contato ainda no colégio), e daí começamos a conversar. Dois meses depois, ficamos e, 5 meses depois, começamos a namorar. Ela perdeu a virgindade comigo e, na prática, eu também perdi com ela (transei com prostitutas umas 4 vezes antes. Fiz exames, por precaução, e não deram nenhum reagente). Eu aprendi demais a me aceitar com ela, nós tínhamos a mesma personalidade, ela era a primeira pessoa que não só não me julgava por meus interesses, como me incentivava a seguir eles. Não me cobrava nada, eu não cobrava nada dela, mas conversávamos de forma quase ininterrupta das 7 até meia noite. Com ela, no entanto, eu descobri algo que já havia visto antes nos bordeis: não sei o que me causa, mas com certeza eu tenho ejaculação precoce. Fui em um urologista, que me disse que era algo psicológico, que eu só precisava "me desligar". Tentei os exercícios que o próprio Reddit indica, mas nunca funcionava. Usei camisinha anestésica 2 vezes: uma vez foi uma maravilha, na outra estourou e eu traumatizei. Sempre me sentia extremamente culpado e furioso comigo mesmo após cada fim de penetração, mas o que atenuava era a presença dela, que sempre me dizia que não ligava, que eu conseguia deixar ela no céu somente com as preliminares, que não ligaria de passar por isso por não sei quanto tempo. Tudo que eu me julgava errado, ela me mostrava que não ligava. Eu me sentia num porto seguro com ela, e isso me impulsionava na faculdade: eu imaginava que iria me formar em um emprego na iniciativa privada, sem "data de validade" como meu emprego temporário, e que, 1 ou 2 anos após isso, estaria casado com ela. O único motivo de discussão que tínhamos era que ela tinha total ojeriza de tornar público: não podia postar nada com ela no Facebook, não podia atualizar status de relacionamento, não podia ir conhecer os pais dela, que "iriam proibir completamente". Mesmo os amigos eu só vi 2 vezes (uma outra vez eu não pude ir por motivos profissionais). Eu sempre entendi que isso era um receio dela, então, mesmo um pouco frustrado, eu aceitava. No que eu terminei minha monografia, estava preocupado com a questão do mercado, mas nada demais. Até que veio o dezembro, 1 ano e 4 meses após começarmos a ficar.
Eu estava na faculdade, pegando os convites de formatura, quando ela mandou o tradicional "precisamos conversar". Resolvemos por texto mesmo: ela disse que gostava de outra pessoa, e que se sentia culpada namorando comigo com interesse em outro. Aceitei, triste, e demos um tempo. 2 dias depois, um amigo me manda uma foto no perfil de um rapaz, que era o mesmo que ela gostava: ambos deitados, ela de top e ele sem camisa, e uma descrição bem...insinuante. Óbvio que eu pirei, liguei para ela, tivemos uma baita discussão, mas, depois disso, esfriou. Acabamos nos vendo, e ficando de novo. Ela terminou com o rapaz, mas ainda jurava de pés juntos que aquela foto era uma coincidência, que ela não havia me traído, que jamais faria isso, que era íntegra. E ficamos uns bons 3 meses indo e voltando até que, em abril, ela me mandou um testamento contando tudo: numa segunda, ela estava na casa de uma amiga, com este rapaz e o cara que a amiga estava pegando. A amiga e o peguete dela começaram a dar uns amassos no local e, segundo ela, ela não conseguiu "resistir" e montou no cara. Uma traição espetacular, que até hoje eu uso como humor auto depreciativo. Fiquei em choque por um tempo, mas, contra os conselhos de todos, perdoei ela e voltamos a namorar. Mas não era a mesma coisa. Ainda era maravilhoso por um aspecto, mas, por outro, ela estava insegura com o relacionamento (dizia que se sentia culpada por ter "estragado tudo por um impulso") e eu estava inseguro com tudo, precisava de validação dela pra tudo, principalmente no que tangia sexo. Eu já era inseguro sexualmente antes, agora era 3x mais, então eu basicamente a induzi a me contar toda a experiência sexual dela com ele, até eu me sentir menos perdedor. No entanto, eu estava começando a me recuperar em junho, estava me reencontrando, entendendo que estava apertando ela desnecessariamente (uma amiga teve essa conversa esclarecedora comigo). Então, tanto como solidificação como um pedido de desculpas, eu planejei uma viagem para nós, no dia que ficamos pela primeira vez, que cairia num sábado. Disse para ela os planos, ela ficou elétrica, empolgada, começou a me mandar links do local, brincar com meus planejamentos e afins...e, na semana seguinte, pediu para terminar. Disse que nunca esteve certa sobre nós termos voltado, que ela ainda me amava, que ainda sentia tesão comigo, mas que não se sentia pronta para um relacionamento sério, e "não queria me magoar". Aceitei, até mantive o contato, pq, nesse meio tempo, ela virou a minha melhor amiga. Mas o mesmo amigo da vez anterior me mandou um print de uma conversa dela com a irmã dele, dizendo que tinha terminado por estar afim de outro cara, e eu reconheci o sujeito: era um cara que ela falava horrores bem dele, "ah, fulano fez isso, fulano fez aquilo, me ajudou com x, um cara foda, faz não sei o que". Não sei se ela me traiu, mas tal conversa era de 1 dia e meio após termos terminado, e ela já havia ficado com tal cara. Não sei se ela me traiu de novo, mas a confrontei (não falei do meu amigo, obviamente, disse que a vi na rua) e ela manteve que não me traiu, mas que, dessa vez, poderia ficar com quem quisesse pq "fez a coisa certa". Eu disse que não conseguiria conversar com ela enquanto ainda tivesse sentimentos, ela disse que entendia, mas que queria saber de mim, que eu ainda era "o melhor amigo" dela.
Isso faz um mês e meio. Eu não consigo deixar de me sentir mal. Eu podia ter feito tanta coisa melhor, mas não fiz. Ela me traiu, possivelmente duas vezes, e tudo que eu consigo fazer é me culpar. Eu só não a chamei ainda pq imagino ela ficando com esse cara, que é melhor que eu em tudo: mais bonito, com uma barba farta de lenhador, com uma carreira já estabelecida, carro na garagem, mora sozinho e afins. O que me leva ao lado profissional: a sala da faculdade se reuniu para um churrasco há 3 semanas, estávamos conversando sobre empregos e eu concluí algo: apesar de que eu (e eu sei quão arrogante isso soa) ter feito que metade da sala ganhasse um diploma, eu sou o único dali sem um emprego minimamente fixo e tenho um salário que é o menor de todos, com vantagem. Todos falam que eu vou ganhar 3k, 4k logo, mas eu já cansei de tomar portadas de empresas. Gasto com passagem, gastei com um terno novo, gravata, e tudo que eu consegui foram muito obrigados, mas uma parcela da minha sala que literalmente não consegue entender que 50% e 0,5 são a mesma coisa (eu tive que ensinar manualmente regra de 3 simples e cálculo com números decimais quando estudamos Matemática Financeira) estão em empregos bons na iniciativa privada, comprando casas e carros. E, de todos ali, só uma me arrumou entrevista na empresa dela (que eu não consegui, principalmente por dita empresa estar num processo de fusão). Quatro conversam ocasionalmente, e o resto só entra em contato pedindo para que eu faça para eles provas de inglês de processos seletivos ou provas da faculdade (para os que ainda não se formaram).
Eu estou fazendo Contabilidade agora, vendo se consigo recomeçar, mas estou extremamente desiludido. Não sei o meu problema, mas o que eu imaginava quando entrei na faculdade não aconteceu. Eu sou um total fracassado no mercado de trabalho, e dificilmente vou conquistar algo além de pular de trabalho em trabalho de escritório, para tirar 2 salários e soltar rojão de alegria por não estar desempregado. Na verdade, eu já imaginava algo nessa linha desde o último semestre, mas, além da esperança mínima, eu carregava que iria ter uma família. Alguém me aceitava, alguém me amava. Hoje, eu vejo que nem isso. Nesse mês e meio pós-término, eu percebi como meu stock está horrorosamente baixo. Ouvi diretamente de uma estranha (no Tinder, vale dizer) como eu sou "feio, com cabelo estranho e roupas deprimentes". A maior parte dos meus amigos disse que eu vou achar alguém, mas só uma amiga me apresentou para alguém (Spoiler: eu quis levar pra amizade pq esta pessoa demonstrou 0 interesse romântico em mim, mas temos muitas afinidades de gostos. Não quero que alguém legal se perca só por não querer abrir as pernas pra mim em qualquer futuro).
Então, qual a conclusão? Para relacionamentos, eu sou a tempestade perfeita: meus gostos não são nada pop, meu estilo de roupa desagrada geral, minha voz é deprimente, eu sou lerdo, distraído, amo entrar em rants gigantes quando me empolgo (vide este texto) e, mesmo que alguma garota um dia resolva passar por isso tudo, o prêmio dela será ter de viver com sexo oral recheado por 30s de penetração, num dia bom. Nenhuma mulher no mundo quer se relacionar com um homem que precise fazê-la ter um orgasmo com masturbação pq não aguenta chegar a 1min de penetração. Ou seja, eu até posso tropeçar em alguma peguete (sim, essa é a palavra, tropeçar. Um incidente do acaso, como foi com a minha ex), mas nenhuma jamais chegará a ser de longo prazo. Dificilmente eu terei uma família. E, sem uma família, não há nada para contrabalancear o fato de que eu sou um fiasco profissional. O "menino gênio" do colégio, o "cara que vai ganhar 7000 daqui 3 anos" da faculdade nada mais era que uma pessoa com um par de neurônios no meio de um grupo de pessoas com bases educacionais mais fracas que a minha e, principalmente, sem interesse algum em estudar. Numa sala focada, eu teria de me esforçar para estar no meio do pelotão. Eu sou mediano intelectualmente e, profissionalmente, sou um lixo que não conseguiu fazer networking na faculdade e, hoje, irá ter de viver de escritório em escritório, sem nenhum breakthrough.
Minha vida parece estar desenhada para ser a definição de um fiasco, de um total e completo desperdício de oxigênio. Mas eu tenho uma missão: cuidar dos meus pais. Ambos dependem demais de mim psicologicamente, ambos me amam mais do que qualquer outra coisa. Sem a minha presença aqui, a vida dos dois colapsaria. Sinto que eu só vim ao mundo para ser o pilar da vida de ambos. Então, eu tenho que ir empurrando a minha vida enquanto ambos estão vivos, tentando ao máximo não embaraçar eles mais. Decidi que vou viver a vida no limite nesse meio tempo: finalmente comecei a fazer academia (minha postura sempre foi torta e, nos últimos 2 meses, eu ganhei peso. Quero eliminar essa pança antes que ela vire um problema), fui ao Maracanã mês passado ver a ida da Copa do Brasil (sou de MG), devo receber uma indenização boa quando sair daqui e estou planejando um mês de curso de inglês na Europa (meu inglês é bom, mas não é perfeito e isso sempre me incomodou horrores, sem falar que conhecer a Europa é O sonho que eu tenho de vida). Será o meu maior highlight, e a única loucura que eu me permiti fazer. Quando voltar, vou fazer o que gosto e, mais importante, vou cuidar dos meus pais, de tudo que eles precisarem de mim.
Não sei o que o futuro reserva pra mim, mas, pensando com lógica, eu devo chegar nos meus 35/40 anos quando ambos meus pais falecerem. Quando isso acontecer, serei um solteiro entrando na meia idade, possivelmente com pouca experiência sexual que não envolva garotas de programa, num emprego pouco satisfatório e sem nenhum amor que tenha sido recíproco e que não acabe na mulher se cansando de um cara patético e percebendo que praticamente qualquer coisa é melhor que eu. Será covardia, alguns sentirão tristeza, mas será temporário, todos irão superar, e haverá um pouco mais de oxigênio no mundo.
A minha mente ainda tenta, em alguns momentos, achar alguns cenários de ilusão, de que algum milagre irá acontecer, mas não irá. Eu sei que não. Profissionalmente eu fracassei. Academicamente eu fracassei. E, amorosamente, eu também fracassei. Vi que não basta achar alguém que aguente a minha personalidade, ela não irá suportar alguém que trata preliminares como Evento Principal, e eu irei morrer com esta condição.
Por mais paradoxal que seja, pensando assim eu estou aprendendo a abraçar o que eu gosto. Eu gosto de ler. Eu gosto de sair para comer e voltar para casa. Eu gosto de esportes. Eu gosto de escrever. Eu gosto de viajar. Não vou mudar o que eu gosto pelos outros, até porque será inútil, resolver um sintoma não cura a doença, e não há remédios o bastante para curar todos os sintomas dessa doença chamada eu. Fico feliz pelos meus pais existirem, pq, se não fosse por eles, eu teria sido um fiasco absoluto em vida. Fico feliz pelo meu último namoro, pq eu nunca me senti mais feliz do que numa tarde de sábado, quando ela disse "te amo" pouco antes de cochilar no meu peito. Eu fui feliz com o amor, e, por causa dela, eu aprendi que todo relacionamento que eu entrar, obrigatoriamente, terá um fim unilateral. Eu vou ser feliz com meus outros desejos, concluir meus hobbies, fazer o que eu gosto, e cuidar de quem me ama incondicionalmente, até o fim deles. Dali, serei eu que terei meu livramento.
Eu precisava contar isso pra alguém, mas não quero que tratem isso como um pedido de ajuda, pq não é. Meu real objetivo de vida sempre foi ter uma família minha, ter um filho em uma casa estruturada e passar meu conhecimento adiante. Eu já sei que, por questões psicológicas e físicas, isso jamais acontecerá. Quando meus pais se forem, eu literalmente não terei mais o que fazer aqui e, se tudo der certo, eu terei realizado ao menos uma parcela boa dos meus outros sonhos. Eu estou tranquilo quanto a isso. Talvez ainda sinta, de novo, a dor de ver alguém me trocando por outra pessoa melhor, mas agora eu sei que isso acontecerá. Doerá menos, eu espero. E, se nem isso eu conseguir, bem...dois salários por mês dá para pagar por sexo.
De novo, desculpem pelo texto gigante.
tl;dr: Todos confiavam em mim, todos achavam que meu futuro seria brilhante. Meu futuro será medíocre, patético e, ao menos, tem uma data para acabar
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